Mostrando postagens com marcador criative. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criative. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Criative – Um dia diferente


Hoje é diferente, algo forte, que inevitavelmente teve que ser escrito. A letra é trêmula com o chacoalhar do ônibus e o cenário até parece ser clichê…

“Manhã de Segunda chuvosa… Manhã de uma Segunda-Feira chuvosa”

Eu tão acostumado em ganhar sorrisos ao invés de palavras, hoje as recebi. Foram ríspidas, estão sendo ríspidas. Logo as lágrimas que não caem, transformam-se em textos normais.

”Sem redondilhas, sem rimas, sem som…”

(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Criative – Chuva, silêncio e abraço


Quando ele entrou no quarto, fechou a porta e os olhos procuravam por ela. O silêncio era quebrado pelo som da chuva, que caia com uma leveza única, e em pingos curtos entrava pela janela.
Ela estava lá, com as luzes da noturna cidade entregando sua silhueta. A distância entre os corpos foi transformando-se em proximidade. O abraço selou o contato. Os corpos quentes, desnudos, ignoravam o frio, a hora, o mundo. As palavras não eram necessárias, o silêncio concentrado tanto falava. Até que os olhares se encontraram, as mãos dele caminhando pelo rosto dela, as mãos dela percorriam as costas dele. Quase no mesmo instante, as palavras apareceram simultaneamente.


”O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.”

Carlos Drummond de Andrade

(Rodolfo Ricardo - Conto à Vida)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Criative – ‘Não Ode’ às Corridas



(Foto: vidasaudavel.kit.net)

Tento não perceber, mas não consigo.
O momento é único.
Pensamentos vem na mesma velocidade que vão.
Há também aquele instante,
no qual, não se pensa em nada.
Limites sendo alcançados, limites a alcançar.
A respiração já não é sincronizada.
As pessoas ao lado não significam nada.
Os sons de fora são inaudíveis.
Só você.
Solitário em mais um dia de corrida.
Ouvindo o seu coração pulsar tão forte
parecendo querer ditar o ritmo.
O cansaço chegando, mas não,
não é hora de parar.
Algo mais forte ainda,
uma briga, uma batalha contra você mesmo,
em um lugar onde tudo anda em câmera lenta.
Até que chega o momento de parar.
Aquele último suspiro antes da linha final,
compensa cada intraqüilidade vivída nos dias perto dali.

Assim é correr. Assim é viver.

(Rodolfo Ricardo – Conto à Vida)

Criative – O Medo

Todo tempo vivido,
todas as experiências
e conhecimentos obtidos.
Não valerão por hora.
Esquecidos em viagens ao futuro.
Estampados no rosto com um sorriso de medo.
Medo? Medo…
Existe. Existia. Existiu.
Destruído no instante em que percebe-se
que tudo que se gosta está ali,
presente e querendo mais.
É a hora em que a felicidade entra
pela mesma porta do desconhecido,
caminhando lado a lado em busca
de sonhos e novos objetivos.

(Rodolfo Ricardo – Conto à Vida)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Criative – Escritos 01

Esse mundo.
Sem mais, sem menos. Só nós dois.
O que meus olhos vêem, minhas mãos sentem.
A minha mente não relembra passado, não projeta futuro...
Só fica ali, estática e vidrada naquelas sensações.

“O silêncio fala mais do que palavras...”

(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)

Criative – Escritos 02


Quando o silêncio é quebrado,
quando a primeira palavra é jogada ao ar,
o suspiro, o abrir dos olhos,
levantam as portas de um novo lugar naquele mundo.
As sensações agora são as mais inocentes.
Cada olhar bobo chama uma nova expressão,
cada expressão chama um sorriso e
todo sorriso termina ali,
no encontrar mais singelo dos lábios:
o beijo.

.
.
(o teu beijo)

(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Criative – A aula

 

Que situação
O relógio tem um minuto longo
Sem paciência, tenho vontade de dormir
A voz dela é trêmula e o sorriso despertante
Não consigo me concentrar
Nem a chuva caindo
do outro lado da janela, faz ser melhor
Cinco minutos ou seriam cinco dias?
Estou caindo, a voz ainda é despertante
Passaram-se quarenta e cinco minutos
interminantemente longos
E o grito,
antes ríspido em minha traquéia
flui com uma pressa para o exterior
E para quem pôde ouvir, saiu:
QUE AULA CHATA DO CAR*LHO!

(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Criative – O Abraço Dela


Era um ano pra lá dos dois mil e cinqüenta
E um senhor contava histórias para uma dupla de meninos
Eles riam, achando que o senhorzinho estava bêbado
Mas tornaram a prestar atenção quando ele disse:
”Ela dizia que fazia sua casa no meu cangote…”
-E pode? – indagou uma das crianças
-O que é cangote? –
a outra falou
O senhorzinho riu… divagando
lembrou de uns versos 
feitos em um dos encontros com a moça
mas que nem tinham sido escritos
estavam lá, no seu pensamento e dizia assim:

”O sorriso dela é bonito de se ver
gostoso de se ouvir
mas nada se compara ao seu olhar
ah, esse pequeno instante
que antecede aquele beijo
que só ela sabe me dar
no teu abraço me sinto seguro
…………………………………………….
…………………………………………….”

O velhinho acorda daqueles tempos
e nem deu tempo de todo o verso lembrar
ao som bonito de uma música
era um flautista solitário
que ao longe, num carvalho
uma bonita melodia estava a tocar
e recorda um outro verso
porém preferiu, agora pra ela falar.

(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)

domingo, 1 de novembro de 2009

Criative – Ah, o Nordeste!


Falar-lhe-ei um conto
sem vírgula, sem ponto
das belezas e riquezas
do lugar de onde vim
Não é norte, não é sul
não é leste, nem oeste
Da Bahia ao Piauí
eu 'tô' falando é do Nordeste
sem querer me gabar
lugar melhor que esse
é difícil de achar
do forró ao baião de dois
da macaxeira ao acarajé
e aqui mesmo eu finco o pé
e te abraço, oh meu Nordeste.
tenho sotaque que me identifica
tenho bolo de milho, rapadura e canjica
trovadores, minha cultura veste
e rodando pelo mundo
no presente, no passado e no futuro
grito, vivo e me orgulho
Eu te amo, meu Nordeste!

(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Criative – Naquele Momento


“…é nesse momento.
Quando as pernas estão coladas,
Quando o suor é compartilhado,
Os olhos fecham em transe.
A sensação transcende o mundo real.
Por alguns minutos,
a vida torna-se simples.
A respiração em sincronia,
faz com que aquela sensação marque.
E com a segurança daquele instante,
O mundo pode parar”

(Rudolf Richard)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Criative – Se ela quisesse…

Se ela quisesse, me ganharia…
Mas por quê?
Foram apenas minutos de uma longa noite...
Como eu sei?
A ilusão fala mais alto, e por enquanto,
só vemos as maravilhas.
Não vemos defeitos, nem tristezas,
muito menos as loucuras.
Mas por que insistir? Esperança?
Não, não....
E sim porque meu sorriso
estampou no rosto por mais de dez segundos.  
(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)

domingo, 4 de outubro de 2009

Criative - A Decepção de Um Palhaço


Em uma certa noite, o tédio tomava conta da festa.
O palhaço, agora sem maquiagem, só esperava a hora
de ir embora chegar.
Porém, a noite é uma cama onde a vida
deita e rola e uma menina/mulher aparece.

Ela seduz o pobre palhaço, que inocente,
cai em suas cordas como um trapezista.
E quando a lona é hasteada, o circo pega fogo,
a menina/mulher vai embora e o palhaço como sempre, se deu mal.

A artista promete um salto em outro picadeiro,
o palhaço ri esperançoso.

No dia do encontro, ele se produz, bota sua melhor maquiagem,
decora as melhores piadas, mas... Ela não aparece.

E o palhaço, antes a mais feliz de todas as criaturas,
esconde com um sorriso infame, uma única e pesada lágrima.

                                                                                 (Texto de Dolfo Rodolfo)

Se o autor desse texto não fosse eu, juraria que seria a história de "IT - Obra Prima do Medo" de Stephen King.


(Pennywise - Amigo das crianças)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Criative - Poema Musical

Bom dia, boa tarde e boa noite,  galera. Nova categoria aqui no blog, a sessão 'Criative' é o espaço pra galera que faz poesias, textos, resenhas e etc e talz. Começar com uma minha, e é isso. As músicas/artistas citados na poesia vão pra nossa rádio no Reverbnation, [dá pra escutar aqui do lado, ó ->]


"Interpretando Alceu Valença;
discutindo com Zé Ramalho;
E me despedindo ao som de Geraldo Azevedo...
O ruim de tudo isso é que Zeca Baleiro e
João Bosco teimam em me dizer que
"Leonor" de Mundo Livre S/A
é a mulher perfeita.
Por sorte eu escutei Eddie
com Antônio Nóbrega e Lenine
E ainda bem, eles me apoiaram
quando eu disse que
a mulher perfeita é aquela que:
'Tem na cara uma queimadura,
sofre de loucura e do coração;
O vento passou, entortou-lhe a boca,
é fanhosa e môca, mas é um peixão!"
Ou seja... No fim de tudo
Elba foi que botou todo mundo na mão
quando disse que quando
o amor é verdadeiro, nem
as "Três Margaridas" de
Ave Sangria podem acabar com ele!"

(Rodolfo Ricardo - Conto a Vida)

É isso, povão! Té Mais, ae!