segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pequenos Heróis

O mundo, se você perceber, é constituído por pequenos heróis. Aquela pessoa, que está correndo do seu lado na praça, consegue correr 500m, e estampa o semblante de cansaço, aquele semblante de agonia, onde o pensamento é “Por que estou fazendo isso?”, quando ela pensou nisso, se tornou um herói, alcançou seus limites. Percebo muito isso quando vou pedalar. Grandes distâncias, pra quem já está acostumado, você sofre mas sabe que terminará. Mas, e os iniciantes? Nada mais bonito de se ver, quando alguém pensa que não vai coneguir e alcança o ápice da emoção ao chegar.

Esse vídeo mostra isso. Um tributo aos IronMans que terminam a prova mais fantástica do mundo!

http://www.youtube.com/watch?v=jnqpYKx8Fvk&feature=related

Parabéns à todos os Pequenos Heróis que surgem todos os dias.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nostalgia

Hoje lembrei, não porque eu quis, mas por uma música. Lembrei de morar longe, de acordar de 5 da manhã, de pegar o Conjunto Beira-Mar lotado, de descer na praça Dom Barreto, quando perdia a parada, descia na do Carmo e subia as ladeiras sem problemas. Jogava bola no banheirinho, descia a ladeira pra ir pra casa, pegava um ônibus (que demorava pra passar, demorava pra chegar), chegava na minha rua, bom era ver o povo jogando bola, que eu já sorria, pensando nos gols que faria. Eu era bom. Mas antes de jogar, entrava em casa e era recebido por Dora, Baruk e Toy, que cachorros! Logo depois fazia uma longa caminhada pela grama verde na terra desnivelada, até chegar em casa, na casinha. Meu próprio pai colocou as cerâmicas, eu, minha mãe e meu irmão ajudamos no rejunte. Como era legal. Eu estudava, cochilava e depois ia pra rua. Ah, aquela rua. Abílio Muniz. Como era bom jogar futebol, como era bom sonhar que um dia eu poderia ser um jogador. Nos fins de semana era clássico: churrasco, futebol, Limão com Mel (ou brega!), tios, primos, amigos, família! No COMPAQ Presário rolava as Mp3, no violão, poucas coisas, na televisão era Jô Soares quase todo dia. Como era bom... Hoje minha cabeça doeu, seria pelas tantas lembranças de uma só vez? Não sei. Sei que a nostalgia tomou conta nesta sexta.

domingo, 17 de julho de 2011

Minha Família

Minha família não é uma família normal. Minha família se fala, se cuida, se preocupa, conversa, brinca, se diverte, é cativante, se abraça, faz careta, pedala, corre, viaja, lava prato, canta. Por isso minha família não é normal. Quantas famílias “normais” fazem isso atualmente? Pouquíssimas! Minha família é meu refúgio, é parte de mim, quase tudo, meus princípios, minha educação, minha felicidade, minha alegria, minha pontualidade, minha agitação ao ver algo fora do comum, meu jeito ranzinza de lidar com certas coisas, nosso jeito de conversar. Meu pai, meu espelho, minha mãe, minha guardiã, meu irmão, meu confidente. Obrigado Deus, por tanto carinho.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A pé da lada


Deitei,
minha coluna falou.
Respirei,
minhas rótulas gritaram.
Afoguei,
todas as dores com o pensamento.
Viajei,
novamente pelo percurso do dia.
Pestanejei,
achando que seria impossível.
Satisfeito,
as dores me fizeram dormir tranqüilo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O ciúme...

...veio,
estragou a noite,
foi embora.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Um ônibus lotado

Um ônibus lotado,
uma música ambiente insuportável, um ruído interminável, um odor detestável, um trânsito desfavorável...

No meu fone um som,
um som agradável, um pensamento incomparável, uma saudade incalculável, uma distância desfavorável, a volta da viagem pela mente inconformável...

Um ônibus lotado, uma música ambiente insuportável...

(Rodolfo Ricardo - Conto a Vida)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Criative – O Barco


Hoje depois da apresentação fui andando pela praia.
Um sol de 15h não é interessante quando se está vestido de preto. Mas o que a praia tem de tão forte para chamar tanta atenção?
Fui para sacada.
Ignorei o sol, ignorei as obrigações das horas.
Estava lá sentado…
O mar batia violentamente nas pedras fazendo um som bruto.
Então, aquele barulho, juntou-se com o ruído do vento no meu ouvido.
Aquele ruído incita pensamentos. Enche a mente.
A concentração foi quebrada por um grupo de estudantes matando aula e fazendo algazarra com risadas e brincadeiras em alto e bom som.
Lembrei de uns anos atrás, quando eu fazia isso.
Quando olho pra frente, se tem o inverso.
Um grupo de militares, disciplinados em filas, ensaiando marchas e posicionamento.
Percebi que eu estava no meio (literalmente) disso tudo.
Não sou mais o adolescente que gazeia aula para nada fazer.
Estou rumando para o grupo dos militares.
Onde a disciplina e a responsabilidade andam juntas.
Só falta chegar o barco.

(Rodolfo Ricardo – Conto a Vida)